domingo, 10 de maio de 2026

GANHAR E PERDER

NUNCA PERCA UMA PARTIDA SEM TER JOGADO...
(Roberto Shinyashiki)
Infelizmente, muitas pessoas se preocupam mais em se proteger do sofrimento do que em ser felizes.
Os donos do futuro -as pessoas que valem a pena -são aquelas que olham para a frente.
Sabem que o pior da vida não é ser infeliz, porque ainda é possível lutar, ter um sonho e um dia realizá-lo.
O pior da vida é ser acomodado.
É nunca ter perdido uma batalha impossível.
É nunca ter arriscado, nem ousado.
Quem vive com medo de se arriscar, perde o sabor da vida.
Se você perder a partida, paciência, faz parte da vida.
Mas perca lutando...pelo menos dê trabalho a seu adversário.
Venda caro uma derrota.
Mas... nunca perca uma partida sem ter jogado!

HAMILTON VAZ PEREIRA

Hamilton Vaz Pereira é o diretor, autor, ator, compositor que mudou a cena teatral na década de 1970. Isso aconteceu principalmente após Ele ter criado, em 1972, o Grupo carioca Asdrúbal Trouxe o Trombone, formado por Regina Case, Evandro Mesquita, Luís Fernando Guimarães, Patrícia Travassos, Perfeito Fortuna, Nina de Pádua e Gilda Guilhon. O Asdrúbal revelou uma geração de jovens talentos, que marcaram profundamente a dramaturgia brasileira, sobretudo no jeito de fazer comédia.
De uma família de arquitetos, Hamilton de Souza Pinto Vaz Pereira nasceu em 1951 no Rio de Janeiro e descobriu a profissão na adolescência.
“Conheci o teatro entre 17 e 18 anos, quando assisti às aulas no Tablado. Nunca pensei que fosse descobrir algo que iria marcar a minha vida”.
Fez curso de teatro com Maria Clara Machado, em O Tablado, de 1968 a 1970. Foi aluno de Sergio Britto, no Teatro Senac, em 1972. No ano seguinte, estudou no Teatro Ipanema, coordenado por Ivan de Albuquerque e Rubens Corrêa.
Em 1975, dirige Ubu Rei, uma irreverente versão do texto de Alfred Jarry, confirmação do talento do conjunto. Trate-Me Leão, sua terceira direção dentro do Asdrúbal, inaugura, por meio da criação coletiva, uma nova linguagem na cena teatral brasileira ao propor um teatro que fala a língua da juventude carioca de Ipanema, construído por um processo de improvisações que resulta em narrativa fragmentada.
Em 1980, é a vez de Aquela Coisa Toda, com roteiro assinado pelo próprio Hamilton sobre uma "dispersa trupe de solitários", inspirada na experiência coletiva do grupo. Em A Farra da Terra, 1983, última montagem do grupo, o diretor constrói um roteiro baseado em imagens, textos e fotos.
Mesmo com o desmembramento do Asdrúbal Trouxe o Trombone, a proposta e o estilo do diretor se mantêm, mas não encontram em cena os parceiros de criação que identificavam sua linguagem. Os espetáculos não trazem mais as interpretações de Regina Casé e Luiz Fernando Guimarães.
Inicia-se uma fase de valorização do elemento intelectual, em que as citações se sobrepõem à ação. É a fase de Ataliba, a Gata Safira, 1988 e de Nardja Zulpério, 1989. Em 1995, em 5 x Comédia, de Vicente Pereira, Mauro Rasi, Pedro Cardoso, Luis Fernando Veríssimo e Hamilton Vaz Pereira, reúne cinco comediantes de prestígio, Pedro Cardoso, Débora Bloch, Diogo Vilela, Fernanda Torres e Luiz Fernando Guimarães, espetáculo que é sucesso de bilheteria. Em seguida, o autor e diretor retorna à interpretação livre dos clássicos, seja dos gregos, Uiva e Vocifera, 1997, ou, de William Shakespeare, Omelete, escrito por José Roberto Torero, 1998. Em 2004 Hamilton Vaz Pereira apresenta A leve: o próximo nome da terra, uma comédia que retrata a vida e as idéias de um pequeno grupo de brasileiros que reside temporariamente em terras estrangeiras. Através de uma série de pequenas odisséias, apresenta um Brasil visto de uma ótica bastante peculiar.
Em 2006 com Mordendo os Lábios, o autor e diretor parte de descontraídos relacionamentos familiares e amorosos para abordar temas contundentes.
Para ler:

Trate-me Leão.
Hamilton Vaz Pereira
Editora Objetiva Ltda

Asdrúbal Trouxe o Trombone - Memórias de uma trupe solitária de comediantes que abalou os anos 70.
Heloisa Buarque de Hollanda
Aeroplano editora e consultoria

RABISCOS EM ARGEL

Estou longe de tudo,
de tudo o que eu gosto,
da terra tão linda que me viu nascer.
Um dia eu me queimo,
meto o pé na estrada,
é aí no Brasil que eu quero viver;
cada um no seu canto,
cada um sob um teto
a brincar com os amigos,
vendo o tempo correr.
Quero olhar as estrelas,
quero sentir a vida,
é aí no Brasil que eu quero viver.
Estou puto da vida (essa gripe não passa!)
de ouvir tanta besteira,
não me posso conter.
Um dia eu me queimo e largo tudo isto,
isto aqui não me serve,
não me serve de nada,
a decisão está tomada,
ninguém vai me deter.
Que se dane o trabalho e este mundo de merda,
é aí no Brasil/ que eu quero viver!
Não é poesia não, gente, é uma bobagem que eu rabisquei em Argel...
Oscar Niemeyer no exílio em 1969

O AMOR...

Nietzsche diz que os "amantes amam mais o amor do que a pessoa amada." Coetzee, Nadine Gordimer, Amós Oz, Alan Pauls, Will Self e, eu arriscaria, todos os autores presentes na FLIP 2007, colonizam, descolonizam, ironizam, se perdem para dificilmente se achar em labirintos de parênteses, impossibilidades, dores e encantamentos para voltarem para o assunto único: o amor.
Três dias de FLIP, umas dez mesas e uma conclusão entre óbvia e misteriosa: todos eles amam amar. Mas o homenageado da festa (Nelson Rodrigues*) já dizia: "Só os profetas enxergam o óbvio".
Alan Pauls me diz que "todo relacionamento já contém em si mesmo a futura separação" e que ela seria, na verdade, a "obra magistral de um relacionamento". E que "é preciso que haja zonas de sombra" para que a transparência que, segundo ele, é o monstro do amor, não o acabe assassinando.
Nadine Gordimer diz "que os amantes enxergam com o terceiro olho coisas que só eles vêem na órbita do olho do amado". Will Self, o muso cínico da Flip, diz que "o homem amado, com quem a mulher divide as colheres da gaveta, é sempre ele o perverso, aquele encarregado de destruí-la”.
Fernando Pessoa (que não está na FLIP) já sabia que todas as cartas de amor são ridículas. Alan Pauls, categórico, diz que "o amante é aquele que não tem vergonha de ser ridículo". E Nelson Rodrigues, gênio trágico, já sabia que "só os imbecis têm medo do ridículo". Amar, enfim, é absurdo. É entregar-se abertamente à dor e à deselegância. Mas quem sabe também seja o elixir que faltava para a maldição contemporânea da atitude "blasé" que, em nome de não cair no ridículo, é capaz até de não amar.
Texto de Noemi Jaffe para a Folha de S.Paulo.
Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP, julho de 2007.
*Nelson Rodrigues, considerado maldito e pornográfico por muitos, foi o homenageado da FLIP 2007. Foi uma excelente oportunidade para que todos conhecessem melhor o grande cronista do comportamento humano e sua obra, que continua atual e influenciando dramaturgos, escritores, músicos e artistas.
“Protesto, em nome da família brasileira!” (Nelson Rodrigues)

SÃO PAULO

Para comemorar a "nova fase" azul do blog estou postando um texto que recebi por e-mail de suposta autoria do publicitário-paulistano-corinthiano-WASHINGTON OLIVETTO.
Alguns dos meus queridos amigos cariocas têm mania de achar São Paulo parecida com Nova York. Discordo deles. Só acha São Paulo parecida com Nova York quem não conhece bem a cidade. Ou melhor, quem a conhece superficialmente e imagina que São Paulo seja apenas uma imensa Rua Oscar Freire.
Na verdade, o grande fascínio de São Paulo é parecer-se com muitas cidades ao mesmo tempo e, por isso mesmo, não se parecer com nenhuma. São Paulo, entre muitas outras parecenças se parece com Paris no Largo do Arouche, Salvador na Estação do Brás, Tóquio na Liberdade, Roma ao lado do Teatro Municipal, Munique em Santo Amaro, Lisboa no Paris, com o Soho londrino na Vila Madalena e com a pernambucana Olinda na Freguesia do Ó.
São Paulo é um somatório de qualidades e defeitos, alegrias e tristezas, festejos e tragédias. Tem hotéis de luxo, como o Fasano, o Emiliano e o L'Hotel, mas também tem gente dormindo embaixo das pontes. Tem o deslumbrante pôr-do-sol do Alto de Pinheiros e a exuberante vegetação da Cantareira, mas também tem o ar mais poluído do país. Promove shows dos Rolling Stones e do U2, mas também promove acidentes como o da cratera do metrô e o do avião da TAM em Congonhas. São Paulo é sempre surpreendente. Um grupo de meia dúzia de paulistanos significa um italiano, um japonês, um baiano, um chinês, um curitibano e um alemão.
São Paulo é realmente curiosa. Por exemplo: têm diversos grandes times de futebol, sendo que um deles leva o nome da própria cidade e recebeu o apelido 'o mais querido'. Mas, na verdade, o maior e o mais querido é o Corinthians, que tem nome inglês, fica perto da Portuguesa e foi fundado por italianos, igualzinho ao seu inimigo de estimação, o Palmeiras. São Paulo nasceu dos santos padres jesuítas, em 1554, mas chegou a 2007 tendo como celebridade o permissivo Oscar Maroni, do afamado Bahamas.
São Paulo já foi chamada de 'o túmulo do samba' por Vinicius de Moraes, coisa que Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini e Germano Mathias provaram não ser verdade, e, apesar da deselegância discreta de suas meninas, corretamente constatada por Caetano Veloso, produziu chiques, como Dener Pamplona de Abreu e Gloria Kalil.
São Paulo faz pizzas melhores que as de Nápoles, sushis melhores que os de Tóquio, lagareiras melhores que as de Lisboa e pastéis de feira melhores que os de Paris, até porque em Paris não existem pastéis, muito menos os de feira.
Em alguns momentos, São Paulo se acha o máximo, em outros um horror. Nenhum lugar do planeta é tão maniqueísta. São Paulo teve o bom senso de imitar os botequins cariocas, e agora são os cariocas que andam imitando as suas imitações paulistanas. São Paulo teve o mau senso
de ser a primeira cidade brasileira a importar a CowParade, uma colonizada e pavorosa manifestação de subarte urbana, e agora o Rio faz o mesmo. São Paulo se poluiu visualmente com a Cow Parade, mas se despoluiu com o Projeto Cidade Limpa.
Agora tem de começar urgentemente a despoluir o Tietê para valer, coisa que os ingleses já provaram ser perfeitamente possível com o Tamisa. Mesmo despoluindo o Tietê, mantendo a cidade limpa, purificando o ar, organizando o mobiliário urbano, regulamentando os projetos arquitetônicos, diminuindo as invasões sonoras e melhorando o tráfego, São Paulo jamais será uma cidade belíssima. Porque a beleza de São Paulo não é fruto da mamãe natureza, é fruto do trabalho do homem.
Reside, principalmente, nas inúmeras oportunidades que a cidade oferece, no clima de excitação permanente, na mescla de raças e classes sociais.
São Paulo é a cidade em que a democratização da beleza, fenômeno gerado pela miscigenação, melhor se manifesta.
São Paulo é uma cidade em que o corpo e as mãos do homem trabalharam direitinho, coisa que se reconhece observando as meninas que circulam pelas ruas.
E se confirma analisando obras como o Pátio do Colégio (local de fundação da cidade), a Estação da Luz (onde hoje fica o Museu da Língua Portuguesa), o Mosteiro de São Bento, a Oca, no Parque do Ibirapuera, o Terraço Itália, a Avenida Paulista, o SESC Pompéia, o palacete Vila Penteado, o MASP, o Memorial da América Latina, a Santa Casa de Misericórdia, a Pinacoteca e mais uma infinidade de lugares desta cidade que não pode parar, até porque tem mais carros do que estacionamentos.
São Paulo não é geograficamente linda, não tem mares azuis, areias brancas nem montanhas recortadas. Nossa surfista mais famosa é a Bruna, e nossos alpinistas, na maioria, são sociais. Mas, mesmo se levarmos o julgamento para o quesito das belezas naturais, São Paulo se dá mundialmente muito bem por uma razão tecnicamente comprovada.
Entre as maiores cidades do mundo, como Tóquio, Nova York e Cidade do México, em matéria de proximidade da beleza, São Paulo é, disparado, a melhor. Porque é a única que fica a apenas 45 minutos de vôo do Rio de
Janeiro. O mais importante é que com essa distância nenhuma bala perdida pode alcançar São Paulo!
Washington Olivetto é paulista, paulistano e publicitário.

...Mas, Qual a Finalidade de Ter um Blog?

Eu todo feliz divulgando meu Blog (esse aqui!) e ai alguém me pergunta:

...Mas, qual a finalidade de ter um blog? Ela ainda tentou justificar - me desculpe a ignorância, sou zero à esquerda em internet!

Argumentei que um blog é "meio" um diário, que às vezes escrevo ou encontro textos bacanas, dicas da cidade... que poderia estar dividindo tudo isso com as pessoas e que a forma "mais moderninha" de fazer isso é através de um blog. Além do que, é um ótimo e divertido exercício escrever e publicar o que “vier” a cabeça sem ninguém para censurar!!

Coisa de quem não tem o que fazer!

Não contente fui pesquisar. Afinal o que é um blog?

Um weblog, blog ou blogue é uma página da web onde você pode publicar textos com imagens sobre qualquer assunto. Num Blog você pode contar sobre suas viagens, trabalho ou qualquer outro assunto de seu interesse para qualquer pessoa do mundo que tenha acesso à Internet. As atualizações (chamadas posts) são organizadas cronologicamente de forma inversa (como um diário).

Resolvi me aprofundar no assunto e saber o que as pessoas publicavam em seus blogs. Escolhi três expoentes da cultura nacional.

No da Bruna Surfistinha ela avisa que: “Como eu já havia comentado, o lançamento do meu terceiro livro já está marcado, apenas estava esperando a confirmação do horário para então divulgá-lo. Mas como já está tudo certinho, então lá vai...” LIVRARIA SARAIVA MEGASTORE DO SHOPPING ELDORADO. 16/01 (QUARTA-FEIRA) A PARTIR DAS 19H30. “Conto com a tua presença, viu?? (Divida comigo mais este momento especial em minha vida)”.

Está vendo como é útil o blog? Já tenho programa (sem trocadilho) para quarta!

No blog da Carla Perez (aquela do tchan!) tem um releaseDizem que baiano não nasce, estréia. E o ditado cai como luva se o aplicarmos ao furacão loiro, Carla Perez, seu nome é um dos mais comentados da última década e por onde passa arrasta multidões. Seu talento foi notado no meio do público, dançando; quando alçada ao palco, ganhou os holofotes da mídia e nunca mais saiu de lá. Primogênita de cinco irmãos... Clédson, Cleivone, Júnior e Cleise.”

Lá tem alguns pensamentos. Escolhi um: “Ame com intensidade. Não tenha medo de alcançar as estrelas. Doe-se!” Que lindo! A frase da arrepios!

No da Claudia Leite (Claudinha do Babado Novo) Ela nos relata os momentos íntimos da sua vida – “Eita, canseira retada. Acabo de chegar. Estou no meu quartinho. Marcio já dorme. Eu navegando. Fazia tempo que não dava uma passeada pela Net. Todo mundo sabe que eu adoro escrever, ler e navegar. Imaginem como fico quando demora pra que eu possa fazer tudo isso!? É como uma criança sem brincar, creiam... Aquele corre-corre de sempre, apimentado, claro, pelo fato de que vou gravar o DVD e estou com uma TPM de "dar em doido", me tirou do sério em alguns momentos"

Me pergunto: O que seria do mundo sem as informações desses blogs?

Bem, se a Bruna Surfistinha tem seu blog, Carla Perez e Claudinha Leite também tem, por não Eu?

Agora que entendi para que serve um blog e o que não publicar!

Ao trabalho!

A Procura da Batida Perfeita

Você está à procura da batida perfeita? No "cu-do-padre" tem! Também conhecido como Bar das Batidas, recebeu de seus freqüentadores este “apelidado carinhoso” por estar localizado atrás da igreja de Nossa Senhora de Monte Serrat, próximo ao Largo da Batata.
Este Boteco paulistano, fundado em 1954 pelo Seu Narciso, tem uma cenografia bacana: mesas carcomidas pelo tempo, balcão revestido em fórmica, prateleiras abarrotadas de quinquilharias e garrafas e o mais pitoresco - lingüiças, queijos e mortadelas penduradas há décadas no teto, impregnadas pela fumaça e poeira da cidade. Com um sorriso maroto e cigarro no canto da boca, seu Narciso “prepara” pessoalmente as batidas que “levam” vodca, vinho branco licoroso de São Roque e um líquido avermelhado que Ele não diz o que é por dinheiro nenhum! Para petiscar ricota, provolone e calabresa.
Eu particularmente gosto muito da batida de coco, feita em um liquidificador Arno da década de 1970.
Onde fica? Na Rua Padre Carvalho, 799, Pinheiros.